quarta-feira, 7 de outubro de 2026

10 anos depois...

Sim, como num filme ou série em que algo fica muito tempo sem acontecer, ou simplesmente se passa muito tempo, e quanto tempo... São 10 anos que eu não publico, mas isso não significa que não escrevo. Hoje temos excelentes corretores via I.A., mas, como sempre, vou escrever como sei. E como você, hoje em dia, tem a tendência de ser tendencioso, vale pouco também a forma como se interpreta o que se escreve hoje em dia. Numa altura dessas, você já me deu enormes rótulos e, entre gírias que não sei descrever o que significam a momentos memoráveis, esses 10 anos representam um hiato que realmente foi essa vida.
Coincidência ou não, é ano de eleição. Talvez meu senso político comum grite mesmo mais alto nesses períodos, talvez a escória eleita me cause a indignação de escrever, mais precisamente em Guarulhos, onde eu moro, onde elegemos deputado federal e estadual que são coligados ao prefeito. Agora lhe pergunto: desde quando isso é certeza de resultado? Bom, crítico demais ou não, também estou com um dedo deslocado que, por sinal, nesses dez anos e com o acréscimo de uma moto em minha rotina, as lesões se tornaram algo incômodo ou, no mínimo, incomumente comum. Sim, não busco uma compreensão sensata, eu na verdade apenas escrevo o que vem à cabeça. Nesses dez anos, foram momentos assim que me fizeram ganhar dinheiro e perder também... as palavras! Eleições, que são feitas de palavras e palavras socialmente aceitas, são a consequência de uma sociedade que, nesses dez anos, regrediu. Inacreditavelmente regrediu. São anos que se passaram. Eu até procurei, por exemplo, uma I.A. que transcrevesse o que eu falo, mas, na verdade, eu mesmo escrever faz tudo parecer realmente normal numa década onde se perdeu esse senso. E sim, existe o tal normal, e é normal ser normal! Comum: emprego, estudo, vida que se resume em coisas repetidas, paralelas, específicas. Como eu considero ser normal manteiga Qualy e acordar para trabalhar, detalhes de rotinas que são de pessoas normais. Deve haver uma terminologia para as coisas, e ser normal é algo parecido com ser comum para mim, ou simplesmente corriqueiro, ou a sequência de ambos num resultado simplesmente comum.



2016,
Olimpíadas. Escrevo esse texto em cima de um Brasil pós-copa, traumática pelo 7 a 1. Quem diria que nem o Brasil e nem seu algoz, a Alemanha, nunca mais ofereceriam perigo numa Copa. O Brasil, nessa de 2026, eliminado para a Noruega, e a Alemanha para o Paraguai. São coisas assim que aconteceram nesses últimos 10 campeonatos de futebol americano, do qual eu, particularmente, fiquei mais fã. Talvez uma das poucas coisas que se tornaram intactas em minha vida, como o hábito de fumar, observando e me tornando parte desse mundo cruel — sim, cruel e muito. Senti-me empolgado pela compra de um teclado que confesso ser pequeno, mas ideal para a situação de mesa em que me encontro. Porém, confesso não ser muito confortável para escrever, mas pelo menos não trava ou digita letras erradas como o outro, que talvez seja o que escreveu esse texto a que me referi no começo desse parágrafo.

I.A. como no Matrix, um filme que hoje em dia muitas pessoas não sabem qual é ou do que se trata. Será que o nazismo vai chegar a ser assim, como algo esquecível? Músicas de 2 minutos e olhe lá, música não hit, namoros e casamentos express também. E olha que em 2010 também se escreviam esses textos acusando o micro-ondas e o mijo de serem vilões da interação humana. Olha só hoje: quase tudo é feito para você, de certa forma, interagir de forma digital, quase que como uma forma comum de ser bipolar e normalizado via redes sociais, que fazem de você quem você não é, mas gostaria de ser, e talvez seja quem é e enriqueça com isso a ponto de lavar dinheiro para o crime para continuar sustentando status e amigos... Que bola de neve acontece na vida da pessoa em troca de algo comum nessa década nova. A BUSCA POR IDENTIDADE. Quem é você? Talvez a resposta dessa pergunta te livre da cadeia. Quem você conhece ou representa... o Estado? O Estado...
Essa I.A. vai ser a responsável pelo fim da existência humana e nós estamos aplaudindo de pé o que ela está nos fazendo momentaneamente. Por sinal, algo incrível mesmo. Quando garoto, imaginava ferramentas que pudessem fazer o que ela vem fazendo, como corrigir esse texto, de certa forma, em partes para que a experiência seja mais agradável, não mormente aceita perante a sociedade, mas, como tudo hoje em dia, GOURMET. Não é melhor viver melhor? Sim, essa é a resposta e sempre será, sem objeções ou respondendo-a com outra pergunta. Vivo a mesma vida. Quantos poderiam dizer o mesmo nesses dez anos? Seria ruim isso? Estar melhor que antes é só ter mais dinheiro? Ou mais pagamentos a serem feitos?!

Todas essas coisas que escrevo são coisas que penso. Não são pagas nem tendenciosas para algum lado político; são a verdade que habita a minha cabeça, e rezo todos os dias para mudar certas opiniões e evoluir como ser humano. Quero muito que chegue o dia em que eu seja contrariado quando digo, por exemplo, que hoje, com meus 31 anos, eu acredito que deveriam acabar as eleições no Brasil! Deveria acabar mesmo, e digo com todas as letras que já virou um esquema que foda-se quem esteja nas candidaturas e foda-se quem sejam os eleitores. Na moral, foda-se tudo, acaba com isso. É neto do Sarney, é bisneto de Dom Pedro... A política, quando não é dinossaura na ideia, vem com youtubers, com debatedores e com atrizes de filme pornô. Nada que me cause surpresa, mas convenhamos... até quando? Qual vai ser o limite? Elegeram um rinoceronte para vereador em São Paulo [referência histórica ao Cacareco] no tempo em que o Brasil expandiu.
Não sou a favor de nada, nem de ditadura, mas diga-me: o que é uma ditadura? Sim, tudo deve ter a sua terminologia, mas vejo amigos que chamam de ditadura os seus próprios casamentos — ou seja, algo ruim. Mas eu acredito que eles estejam equivocados quando dizem isso, pois, na verdade, eles opinam, eles têm direitos e têm deveres, e, uma vez a cada quatro anos, eles renovam os votos. Com toda essa corrupção, eu acredito que o casamento seja, de verdade, uma democracia exemplar.
Sistemas falidos de controlar as massas e formas de fazer valer a tal da soberania nacional funcionam como tribos que brigavam por nada ou feudos que se odiavam por nada também. O ser humano repete comportamentos terríveis há milênios, e ok. Mas uma coisa é evidente: a necessidade de ser controlado. Um animal que exalta coisas que nunca viu, mas jura sentir. Mas estamos em uma geração que se sente demais, só que a fé está cada vez mais deturpada, porque as pessoas não sentem nada; elas perguntam o que devem sentir ao Gemini ou ao ChatGPT. Será mesmo que essas pessoas, que não conseguem eleger o dono de suas próprias vidas, podem eleger representantes políticos? E eles, sabendo dessa fraqueza do povo, se beneficiam, renovando a cada eleição esse tal compromisso com um "Brasil melhor", quando, na verdade, nós sabemos que, da forma como está a máquina pública, é IMPOSSÍVEL FAZER UM BRASIL MELHOR!
Minha crítica está em cima da ideia de nem questionarmos essa forma de reeleger esses loucos ano a ano, como se o Big Brother fosse mudar isso ou o Tiririca, com suas piadas, fosse aprovar leis importantes. Cortar gastos, sim, mas não gastos com a população — isso seria ultrajante para quem elege —, mas eles deveriam cortar os seus próprios benefícios.
Quer ser governador, prefeito, deputado? Então, nada além de uma ajuda de custo. Continue laborando, mas não deixe de observar que a política já é profissão desde que o mundo aprendeu que dá dinheiro, e muito. Além de poder controlar as leis, deveria ser proibido pagar para político fazer política. Eles são dentistas, são médicos, são advogados ou são famosos, mas depois viram políticos. Essa é a sua nova profissão provisória — e que se perpetua muitas vezes quando aprendem os benefícios de ser a lei e ainda votar no seu próprio aumento salarial, entre outros benefícios. Quem não quer?
Pandemia, Mercado Livre, Shopee, tudo em casa, iFood, KeeTa... quem não ama essa praticidade e um quase forçado "fiquem em casa, evitem socializar, sejam tristes"? Uma romantização da solidão. O inteligente é sozinho — e quem não quer ser inteligente? Um cigarro e a bad são características muito admiradas por uma adolescência que mal sabe o que é sofrer, visto que o mundo hoje condena, por exemplo, pais que batem, e isso, amigo, realmente muda o jogo. Lindas imagens que geram a I.A. que lhes apresento nesse texto, mas agora diga: assim como nossos jovens, não cansa ver a padronização de quase tudo, como num clipe esquecido do Pink Floyd? Assusto-me com a ideia de que hoje considera-se ser autêntico...